domingo, 13 de novembro de 2011

Crianças com ansiedade - saiba os sinais que indicam que seu filho sofre de ansiedade




Em pesquisa divulgada no Diário de Natal, em 17/08/2011, realizada pelo Capia - Centro de Atendimento e Pesquisa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, da Santa Casa do Rio de Janeiro aponta que só no Brasil nos últimos dez anos, o número de crianças que sofrem de ansiedade aumentou em 60%. De acordo com um levantamento realizado pela Associação Americana de Transtornos da Ansiedade, crianças entre 5 e 16 anos fazem parte de 9 a 15% da população ansiosa.
Segundo especialistas envolvidos na pesquisa, crianças entre 0 e 3 anos de idade recebem estímulos que interferem no seu desenvolvimento. Estes estímulos podem ser tanto positivos quanto negativos, ou seja, num ambiente mais harmonioso, em que a criança não participe tão diretamente das questões de conflitos familiares, pode evitar de forma mais eficaz que a criança se torne um adolescente ansioso.
A psicóloga Ely Harasawa, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal explica que a base para formação da vida que influencia diretamente no desenvolvimento do ser humano começa desde a concepção. Desta forma, segundo a psicóloga, a responsabilidade dos pais no que diz respeito a atenção, relacionamento, educação e, principalmente nas condições emocionais da família no ambiente do lar é fundamental nesta fase, “A quantidade e a qualidade dos estímulos que a criança recebe do ambiente em que cresce afetam seu desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial. Estes servirão de exemplo, como referência positiva ou negativa”, conclui a psicóloga.
Para o psiquiatra e psicanalista Plinio Montagna, presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, há um nível de ansiedade importante para a mente. Porém, para que haja um equilíbrio das emoções, em alguns casos é necessário conciliar o uso de medicamentos devidamente indicado por um especialista com a terapia, ou seja, o psiquiatra auxilia com a medicação e o psicólogo com “as palavras”. Algumas vezes, o tratamento é extendido para pais e filhos, pois a interação familiar, troca de afeto são fundamentais para o equilíbrio das emoções.
Segundo o psicanalista, “a ansiedade é um estado emocional desprazeroso. Está relacionado ao sentimento de incapacidade psíquica do ego diante de um perigo que o ameaça, de origem interna ou externa” afirma. O médico faz ainda um comparativo entre o estado emocional que gera ansiedade e o violão: “Há uma tensão das cordas que permite a música soar. Se o estiramento for excessivo, elas se rompem. Se estiverem muito frouxas, não sai música”, concluiu o psicanalista.
A transição para a fase da adolescência com as mudanças hormonais, conflitos emocionais, afetivos, sonhos e planos futuros, os avanços tecnológicos e o excesso de informação também podem contribur para gerar ansiedade.
Sinais que podem indicar a ansiedade infantil
  • Medo excessivo de se machucar
  • Dificuldade de se relacionar com outras crianças
  • Pavor de pessoas desconhecidas
  • Sensibilidade extrema
  • Alterações no apetite (aumento ou diminuição excessiva)
  • Isolamento
  • Intolerância a brincadeiras pessoais (gozação, apelidos)
  • Dor de estomago constante
  • Dores de cabeça
  • Vômitos, diarréia e cansaço
  • Suor excessivo
  • Preocupações com opiniões alheias
  • Medo do sucesso
  • Palpitações
  • Dificuldades de concentração
  • Dificuldade de respirar (sensação de sufocamento)
  • Rubor facial
  • Inquietação
  • Aterações do sono
  • Irritabilidade
  • Choro constante
  • Pernas bambas
  • Tremor
Através da junção entre psiquiatria, psicanálise, alimentação adequada, atividade física, convívio social e a busca pelo crescimento e equilíbrio espiritual, é possível o amadurecimento do ser, no que diz respeito ao autoconhecimento, levando a pessoa à melhora dessa condição de estresse e ansiedade, naturalmente.

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