segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mestres, sacerdotes, são indispensáveis?

Sabemos a importância que tem os mestres na nossa vida. Conhecemos nosso mestre na escola que nos ensina a ler, escrever, os mestres passam na nossa vida escolar ensinando conteúdos variados, temos mestres que nos ensinam uma profissão, e temos também aqueles que nos dão noções sobre as mais diversas áreas da nossa vida. Olhando por este ponto, desde o berço, temos nossos pais e responsáveis que nos ensinam desde a comer, ir até o banheiro fazer nossas necessidades fisiológicas, enfim, durante nossa vida, diversos mestres cruzam nosso caminho.

 Não vejo como na vida religiosa seria diferente, temos aqueles que nos dão noções do sagrado, sobre Deus, a religiosidade, valores, sem entrar aqui no mérito se são informações corretas ou não, pois a minha verdade pode não ser a sua e vice versa. O grande problema que quero aqui levantar, é o fato deste mestre, no caso religioso, ter de se tornar meu ou nosso superior, e quando digo superior é assim que os sacerdotes religiosos, mestres querem ser vistos e tratados, como os próprios deuses na terra.
Ouvindo determinado programa de rádio, ouço o discurso de um dos apresentadores, que falava sobre religiões, dizendo que devemos obrigações aos sacerdotes, estes mestres religiosos, que até então, são nossos superiores. Sei que existem superiores em todas hierarquias, desde chefes em uma empresa, superiores em um quartel militar, enfim, mas esta superioridade se da na esfera da vida profissional, ou política, ou de qualquer maneira, no máximo dentro das atribuições que cabem dentro da agremiação referida, mas um sacerdote religioso, que dita regras que devem ser seguidas por seus fiéis, que tira seu direito de pensar por si só, e vemos isso quase que de uma maneira geral dentro das religiões, inclusive no dito programa que citei, onde todos que debatiam sobre determinado assunto, pareciam robôs programados, ninguém discordava de ninguém, nem ao menos nos menores pontos, que se percebia por quem ouvia -no caso eu era o ouvinte- que seria quase impossível que não houvesse o mínimo de discurso próprio de cada um.

 Defender que o sacerdócio organizado, que coloca os fiéis como servos dos sacerdotes, submissos, e sem ter direito de pensar por si próprios, autorizando inclusive a estes que digam como deve ser sua vida pessoal, beira o ridículo para aquele fiel que tem este discurso, me perdoem aqueles que lêm este texto e talvéz notem o discurso raivoso, mas em mim, realmente isto gera sentimentos de revolta. Acordem seres humanos.

 Necessitamos de mestres que nos ensinem noções, em todos setores da vida humana, mas um bom mestre ensina, nos dota de conhecimentos, e nos deixa a vontade para nossas conclusões, e não impõe a sua verdade como verdade. Quanto aos mestres e sacerdotes, enfim, usando o título que se quiser, são indispensáveis ou não. Creio que esta resposta se torna bem complicada, mas se não houvesse mais sacerdócio renumerado financeiramente, se não fosse feito disso profissão, não haveria por que debater este assunto, pois o número de sacerdotes cairia drasticamente, ai talvez a religião não seria mais a mesma, quem sabe teriam seu sentido resgatado e os sacerdotes, suas atribuições centradas em apenas indicar o caminho, e não aprisionar os fiéis em seus interesses e da sua religião.
Mas, como as religiões estão hoje, sacerdotes, ao nosso mísero entendimento, seriam totalmente dispensáveis, colocando em seus lugares, livros e professores para que o saber chegasse a todos, onde se conseguisse uma fé raciocinada, e não cega pelos dogmas e ameaças religiosas impostas pelas religiões e sacerdócios já estabelecidos.

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