quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Argueiro e a Trave no Olho_



Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

Jesus é sempre o bom guia para todas nossas aflições e inquietações. Hoje pude notar o quanto por vezes é inútil carregar aquele sentimento de inferioridade, e até de que nossas ações são infantis, que nosso passado nos condena e não nos é lícito levantarmos nossa cabeça, e expor nossas ideias frente a outros, pelo simples fato de crer que não temos moral, ou de que nossas atitudes e ideias do passado ainda nos mantenham aprisionados a elas. Confesso que senti um profundo prazer e um alívio profundo, de saber que aqueles que me apontam o "argueiro" de meu olho, tem sim uma "trave" no seu, que possuem um passado tanto como eu, quanto como qualquer pessoa deste planeta, onde não existe, absolutamente não existe qualquer ser santo, salvo aquele que aqui esteve a 2013 anos atrás, e mesmo sendo santo o pregaram no madeiro.
Ah! A certeza de que somos todos iguais, que estamos todos no mesmo barco, de que ninguém, absolutamente nenhum ser humano tem privilégios frente a nosso criador, traz paz e confiança, e faz com que possamos nos sentir bem, apesar de que nossa sociedade competitiva tenta incutir o contrário.
Encerro esta postagem com um comentário do Evangelho Segundo o Espiritismo:

"Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contrassenso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso".
(E.S.E, Cap. X, item10.)

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