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Os donos da Umbanda

O mundo competitivo vai além das fronteiras dos negócios, empregos, educacionais, enfim, e chega(ou nunca saiu) também do mundo religioso.
Como é indigesto ouvir o discurso de quem se acha o dono da "verdade" religiosa, dono de uma determinada religião, falando aqui da Umbanda, fato que fica provado pelo discurso de alguns pais e mães de santo com referência ao 15 de Novembro, dia nacional da Umbanda.
Não entrando nos méritos dos discursos proferidos por estes ícones da Umbanda, tudo se torna mais fácil quando entendemos que a religião de Umbanda se trata de uma religião não codificada, ou seja, não tem uma cartilha a ser seguida por todos seus adeptos, o que dá o direito de cada um manifestar sua devoção aos Orixás e guias da Umbanda através da forma que entende ser correta, desde que não macule os princípios básicos da Umbanda.
A Umbanda possui diversas escolas -veja mais neste link "AS UMBANDAS DA UMBANDA "- que expressam toda a religiosidade do nosso povo brasileiro, e as diferentes maneiras de entender as divindades da Umbanda, fato este que não torna esta religião melhor ou pior face a outras. Há todo um esforço por parte de alguns sacerdotes e adeptos em abolir o sincretismo religioso, como se isso denegrisse a imagem da Umbanda, mostrando que ao invés de estar preocupados com a fé que sustenta milhares de almas neste Brasil, urge a necessidade de satisfazer os próprios egos, mostrando uma dita "pureza" em seus ritos.
Mais patético ainda são as guerras entre associações, para mostrar qual é a melhor e a fonte de toda a "verdade" umbandista.
Não nos alongando muito neste assunto, o qual renderia muitas páginas aqui no blog, apenas expressamos aqui nossa humilde opinião, a qual entendemos que o sol nasceu para todos, e também nasce para todos umbandistas, que tem seu direito em expressar sua devoção, sem ser criticados pelos "donos da Umbanda", se é que estes existem.

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