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Uma religião de inclusão

É impressionante o esforço de alguns Umbandistas em tentar de todas as formas "branquear" a Umbanda, buscando de todas as formas negar as influências africanistas na Umbanda. Não lembram que o primeiro rito introduzido na Umbanda de "mesa", lá na época em que o Caboclo das 7 encruzilhadas baixou, e também o Preto-Velho, Pai Antônio, foi o pedido de seu cachimbo, e por extensão deste hábito do Preto-Velho, passou-se a oferecer doces as crianças incorporadas, e quando houve a informação de que os índios tinham o hábito de fumar, começou a se oferecer o charuto aos Caboclos, que foram os primeiros a descobrir as propriedades terapêuticas desta planta(fumo).
Desde que haja moderação e cautela, negar o "pito" ao Preto-Velho ou ao Caboclo seria uma grande maldade. Entretanto deve-se ter sempre em mente que seu uso deve se ater ao rito, evitando abusos e as deturpações que testemunhamos constantemente, que não raras vezes tocando as raias do absurdo e do escândalo, para desprestígio desta religião que nasceu sob o signo do amor e da paz.
Lembremos que esta liberdade trazida pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas para as pessoas afugentadas da elitizada mesa Kardecista, que não aceitava a presença do preto, nem do índio, passaram a frequentar a nova religião. Uma boa parcela dessas pessoas era da etnia negra, o que fez com que a Umbanda passasse a contar com boa parte dos médiuns desta etnia, que se sentiam muito a vontade pela ausência de preconceitos. Esses médiuns começaram a enriquecer o ritual Umbandista com práticas dos ritos africanos, principalmente do Candomblé, e no nosso caso, o Batuque do RS.
Foram introduzidos então as comidas de santo, os atabaques, entre outros. Esses fatos se deram com as Tendas nascidas da Tenda Nossa Senhora da Piedade, ou a Tenda mãe de toda a Umbanda, pois é a Tenda fundada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas.
Até aqui falamos da etnia negra, mas outras deram sua contribuição a Umbanda, como a indígena, a européia, a cigana, oriental, e algumas com menor influência, mas não negamos sua contribuição, isso faz da Umbanda sua marca maior, ou de INCLUSÃO de todas etnias, não negando ou repelindo por preconceito qualquer uma delas, pois a marca do Brasil é sua mistura de raças.

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