terça-feira, 13 de maio de 2014

Dia 13 de Maio, dia dos Pretos Velhos

Dia 13 de Maio de 1888, data da abolição da escravatura no Brasil, data esta que não nos cabe tecer comentários, de um ato que talvez tenha sido incompleto, não criando uma política de inclusão social a este povo que então, foi excluído, e tanto contribuiu com sua mão de obra, cultura, religião, e toda uma forma de viver e ver o mundo, ensinando muitas lições.

Nos falaram das coisas do preconceito, das reconquistas, das tradições, nos fazendo abrir nossos ouvidos surdos, e abrindo nossos olhos cegos, para ver e ouvir que tudo na natureza vive, que tudo na natureza vibra, que tudo é AXÉ, força vital que tudo movimenta.

O Preto-Velho na Umbanda é um conselheiro por excelência da gente moça do século que segue. Sua natureza racial expressa naturalmente boa-vontade, paciência, tolerância, mansuetude e alegria que se configuram na música, na dança mágica, vigorosa e jubilosa, no gestual comedido, na fala calma e mansa de quem já compreendeu perfeitamente que a vida é a suprema doação do Grande Ser OLÓRUN ou ZAMBI.
Desencarnados, ampliaram seu seno de observação sobre si mesmos e sobre as pessoas encarnadas da dita sociedade brasileira de consumo, imitadora do Primeiro Mundo.

Originários dos cinco milhões de descendentes dos quais quase um terço optou pela nova e genuína religião implantada no plano físico, no Brasil de 1908.

Aproximaram-se dos sinhozinhos e sinhazinhas através da mediunidade – ponte entre os dois planos – para prestarem favores de alma para alma. Descobriram que este intercâmbio gera moeda de evolução para uns e outros, quando bem sucedido; e esses favores se estendem até o último do desencarne de seus tutelados, na hora extrema, conduzindo-os seguramente aos familiares consanguíneos que foram antes para o plano das emoções e ansiosos aguardam pela chegada dos que aqui ficam.

Convém realçarmos esta relação entre médium, protegidos e almas desencarnadas; além de orientarem no cotidiano seus protegidos que frequentam as casas de Umbanda orientando-os para que sigam um procedimento digno e fraterno para com os semelhantes, os Pretos-Velhos, Caboclos, Boiadeiros, Exus e Pomba-Giras estão atentos e preparados para oferecerem (convém repetirmos) a proteção última ao caminheiro de Umbanda até o temido e enigmático portal da morte, que separa o plano físico do plano astral que se abre para o “outro lado da vida”.



 
  Fonte de Pesquisa: Casa Branca de Omolu

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