terça-feira, 27 de maio de 2014

Tolerância entre as religiões

A forte reação da sociedade civil e a polêmica suscitada na imprensa contra a decisão do juiz da 17ª Vara de Fazenda Federal do Rio de Janeiro, Eugênio Rosa de Araújo, que havia declarado que candomblé e umbanda não eram religiões, levou o magistrado a rever sua posição a alterar parte do conteúdo da sentença.
Na mudança, o juiz reconhece o erro e afirma que “o forte apoio dado pela sociedade civil, demonstra, por si só, e de forma inquestionável, a crença no culto de tais religiões”.
O juiz havia afirmado na sentença que o candomblé e a umbanda “não continham os traços necessários de uma religião a saber, um texto base (corão, bíblia etc) ausência de estrutura hierárquica e ausência de um Deus a ser venerado”.
A ação feita pelo MPF foi um resultado de uma representação criada pela Associação Nacional de Mídia Afro. Nela, a organização levou ao conhecimento da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão os conteúdos de alguns vídeos no YouTube que eles alegavam ser preconceituosos.
O “Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho” tem que servir de exemplo, lugar onde todas as religiões se agregam em paz.
A Rede Boa Nova de Rádio, emissora da Fundação Espírita André Luiz, ratifica a importância da tolerância religiosa.

A posição do Espiritismo, em face das religiões, foi definida desde o princípio, ou seja, desde a publicação de O Livro dos Espíritos. A terceira parte do livro tem o título de “Leis Morais”, e começa pela afirmação: “A lei natural é a lei de Deus”, que equivale ao reconhecimento da unidade divina de todas as leis que regem o Universo.

As religiões, como fenômenos éticos, formas de educação moral das coletividades humanas, nada mais são do que processos diferenciados, segundo as necessidades circunstanciais e temporais da evolução, pelos quais as leis morais se manifestam no plano social.




Fonte: Rádio Boa Nova

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