quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

As Guias na Umbanda

Saudações fraternais nobres leitores(as) deste espaço. É com grande prazer que mais uma vez deixamos aqui uma humilde contribuição.
O estudo, voltamos a afirmar, deve ser constante para todo aquele que se diz Umbandista iniciado nos mistérios desta Umbanda, hoje tão massacrada pelos seus próprios pupilos.
As guias(colares ritualísticos usados pelos médiuns), dentro do ritual de Umbanda, sempre obedeceram a seguinte ordem, desde os tempos de Zélio de Moraes: Uma guia para linha de Pretos Velhos e uma para Caboclo, sendo de determinação da própria entidade o modo de confecção da dita Guia, que normalmente obedece critérios rígidos de preparação, além de utilizar materiais os mais energéticos possíveis, que possam condensar energias, numa ação de fixação de bons fluídos e eliminação dos maus.
Hoje, em tempos modernos, usamos acrescer mais algumas guias, como da entidade chefe do terreiro, como uma forma de proteção, onde afirmamos estar debaixo de sua bandeira. 
O que nos causa estranheza, é a grande profusão de guias das mais estranhas hoje em dia, e não queremos aqui falar, ou criticar outras formas de espiritualidade das ditas religiões afro, mas apenas falar sobre a Umbanda, onde sabemos pelos nossos guias, que nos orientam, de que diversos deste colares, enriquecidos com caveiras, contas de "macarrão", firmas, passagens, fios em conta de 7, 14, 21, deixando o médium que as carrega com problemas nas costas devido ao peso que carregam(exageramos para dar ênfase ao nosso escrito), que não possuem valor algum no astral, e quando muito tem efeito psicológico em quem as carrega, sempre no sentido de ser a "mais forte", para as "altas magias" ou "altos graus iniciáticos", sempre beneficiando o bolso dos fabricantes de miçangas de carnaval, que encontram em nosso povo bons clientes.
Perguntamos aqui se já não esta na hora dos verdadeiros Umbandistas ouvirem mais as suas entidades, ou até a entidade chefe do terreiro onde frequenta, mas damos ênfase aqui aqueles terreiros onde o médium chefe deixa sua entidade trabalhar, e seja realmente médium de Umbanda, não se deixando estar incorporado com o CABOCLO VAIDADE.
Umbanda é simples sim, aqui dinheiro não tem valor, a vil moeda não pode comprar nada, onde tudo vem de cima para baixo, e não pelo contrário como em diversos segmentos afro religiosos. Aqui iniciação, e a escalada pelos graus iniciáticos não tem nada com nós, encarnados, e quem assim procede que me perdoe, mas fale pela sua religião, mas não se diga "de Umbanda". Aqui quem nos dá o título de Cacique de Umbanda são os Guias da Lei de Umbanda. Eles é quem sabem o tempo de desenvolvimento e se um médium está apto a novas funções, inclusive de chefia de uma Tenda ou Terreiro. 
As guias de um Cacique ou de um médium iniciante na Umbanda são as mesmas, de fio simples, ou as tão baratas e com altíssimo valor espiritual "lágrimas de Nossa Senhora", semente conhecida por este nome, de uma árvore abundante em nossa região.
Que nos perdoem aqueles que talvez leiam estas palavras e se sintam ofendidos, o que não é nossa intenção, mas sim de esclarecer o que seja a nossa Umbanda para a grande massa de pessoas que todos os dias acorrem por estes terreiros afora, que ostentam placas como "de Umbanda", mas de fato guardam apenas a placa de nossa nobre Lei de Umbanda.
Em próxima postagem estaremos colocando um pouco de como é ser médium de Umbanda. Será que ser médium Umbandista guarda algo de semelhante com o de ser, por exemplo, iniciado aos Orixás no candomblé ou no Batuque? Deixamos esta pergunta apenas para instigar aqueles que como nós, são curiosos e estudiosos desta Umbanda.
Um abraço e nossas mais sinceras saudações fraternais a todos. SARAVÁ!


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